Causativo em -ta

Eduardo Ribeiro kariri at GMAIL.COM
Wed Apr 27 20:22:01 UTC 2011


Prezados,

A título de curiosidade, eu adicionaria que é possível reconstruir para o
Proto-Jê (muito longe, claro, da Amazônia Ocidental) um sufixo
causativizador *-n, enquanto em Karajá há um verbalizador -ny e um
causativizador -dykÿ (dÿÿ na fala masculina). É provável que a lista de
formas semelhantes a -ta (com significados afins) seja longa; como bem
lembra a Pilar, a possibilidade de coincidência é grande, em se tratando de
morfema curto, CV, com consoante extremamente comum.

Isto toca em um dos problemas mais comuns para os estudos de relações
genéticas de longo alcance (e de contato): morfemas gramaticais seriam em
princípio os melhores tipos de evidência de relacionamento genético, mas,
por outro lado, tendem a ter formas parecidas em línguas as mais diversas. É
o que venho chamando de "Meillet's Paradox":

http://www.wado.us/note:meillet

Há vários estudos histórico-comparativos sobre línguas sul-americanas que
não levam em consideração tais questões, por isso é bom discutirmos exemplos
como -ta para irmos adquirindo uma idéia das tendências mais comuns.

Abraços,

Eduardo

2011/4/23 Valenzuela, Pilar <valenzuela at chapman.edu>

>
>
> Estimado Victor:
>
> En el nororiente peruano, las familias Peba-Yagua, Zaparo y Kawapana
> exhiben morfemas con la forma –ta que pueden resultar en el incremento de la
> valencia verbal (Wise 2002).
>
> En el coloquio internacional Amazonicas III (Bogota, abril 2010), Hein van
> der Voort presento la ponencia titulada “Areal diffusion of valency changing
> morphemes across Western Amazonia”. Si recuerdo correctamente, en esa
> ponencia se exploro la existencia de un morfema causativo o incrementador de
> valencia de forma –ta en lenguas de la Amazonia occidental. Al discutir la
> posibilidad de que se trate de un rasgo areal, los participantes comentaron
> que era importante tomar en cuenta lo siguiente:
>
> - Se trata de un morfema monosilábico de forma CV cuya consonante esta
> entre las mas comunes. Esto hace que las probabilidades de que se trate de
> una casualidad sean altas.
> - Existe bastante variabilidad en cuanto a la vocal. Por ejemplo, para el
> shawi (o chayahuita) se han registrado –ta ~ t+, en tanto que en la lengua
> hermana shiwilu (jebero) encontramos –tu.
> - Es necesario hacer distinciones importantes que tienen implicancias para
> la hipótesis de la difusion. Por ejemplo, en yagua la forma –ta corresponde
> no solo a un morfema derivativo verbal que aumenta la valencia (aplicativo)
> sino también a un marcador de caso (probablemente cognados).
> - Me parece que el consenso fue que era importante plantearnos este tipo de
> preguntas, pero que para responderlas necesitamos aun avanzar mas en la
> descripción de las lenguas individuales y la reconstrucción de las familias.
>
> Muchos saludos,
>
> Pilar
>
> Wise, Mary Ruth. 2002. “Applicative Affixes in Peruvian Amazonian
> Languages”. En Mily Crevels, Simon van de Kerke, Sérgio Meira y Hein van der
> Voort (eds.), Current Studies on South American Indian Languages, pp.
> 329-344. Indigenous languages of Latin America (ILLA), 3. Leiden: Research
> School of Asian, African, and Amerindian Studies.
>
> Pilar M. Valenzuela, Ph.D.
> Associate Professor
> Department of Languages
> Chapman University
> http://www.pilarvalenzuela.com/
>
> --
Eduardo Rivail Ribeiro, lingüista
http://wado.us
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