Certos termos estudados pela filosofia

Pedro Viegas Barros peviegas2003 at YAHOO.COM.BR
Mon Sep 3 14:57:37 UTC 2007


Estimado Eduardo:
   
                  Desde la zona chaqueña hacia el sur, no conozco lenguas en las cuales los oídos sean –como en las lenguas Macro-Jê que Ud. cita- la sede física principal de la psiquis. Sin embargo, tanto (a) la derivación de un verbo ‘entender’ a partir de uno básico con el significado ‘oír’ como (b) el cambio semántico ‘oír’ > ‘entender’, son fenómenos documentados en distintas lenguas de esta amplia región. 
                 Por ejemplo, en Pilagá (familia Guaicurú) existe el verbo -matSi ‘oír’ y sus derivados -matSi-ja, -matSi-jet 'entender’. 
                 En el dialecto Yofwaja (o variedad “1”, de acuerdo a la terminología de Gerzenstein) del Chorote (familia Mataguayo) se encuentran -pe’ja ‘escuchar’ y su derivado -peja-ji ‘entender’.
                 En los dialectos Yowuwa y Manjuy de la misma lengua Chorote (subvariedades “2A” y “2P”, respectivamente, de Gerzenstein), se usa el mismo verbo -pe’je’ tanto para ‘escuchar’ como para ‘entender’, y lo propio acontece en otra lengua de la misma familia, el Maká, que tiene el verbo -epije’ ‘escuchar’ y ‘entender (algo/a alguien)’. En cambio, el Niwaklé –peja’, cognado de kas formas Chorote y Maká citadas, sólo significa ‘oír’.
                 En la Argentina central, una de las dos lenguas de la extinguida familia Huarpe, el Millcayac tenía también un mismo verbo <zacze-> para ‘oír’ y ‘entender’, mientras que su cognado en la lengua hermana Allentiac <zacat> significaba solamente ‘oír’.
                 En el Selknam de Tierra del Fuego (familia Chon) el verbo jó tenía los sentidos ‘oír, escuchar’ y ‘entender’, pero el verbo cognado Tehuelche jo: significa tan solo ‘oír’.
                 Pareciera que -en la mayor parte de las lenguas de esta región- lo oído sería la base de lo conocido (mientras que en las lenguas Indoeuropeas es más bien la vista el sentido a partir del cual proviene el entendimiento, cf. el Griego clásico oida 'yo sé', etimológicamente  una forma del verbo 'ver', o expresiones como Inglés I see, Español Ya veo, etcétera).
   
                  Cordialmente,
   
  J. Pedro Viegas Barros
   
  (j = glide palatal , tS = africada palatal sorda, ’ = oclusiva glotal; las pinzas <> encierran grafías prefonológicas originales;  acento agudo en Selknam = tono alto) 
   
  Referencias:
   Buckwalter, Alberto S. & Lois Litwiller de Buckwalter (2004): Vocabulario castellano-guaycurú, Formosa/Elkhart: Equipo Menonita/Mennonite    Missions Network.
  Fernández Garay, Ana (2004): Diccionario tehuelche-español/Ìndice español-tehuelche. CNWS Publications, 138/ Indigenous Languages of Latin America (ILLA) No. 4. Leiden: Research School of Asian, African and Amerindian Studies, Universiteit Leiden.
  Gerzenstein, Ana (1978-9): Lengua chorote. Buenos Aires: Universidad de Buenos Aires, Facultad de Filosofía y Letras, Instituto de Lingüística (Archivos de Lenguas Precolombinas, 3). 2 vol.
  Gerzenstein, Ana (1983): Lengua chorote. Variedad 2. Buenos Aires: Universidad de Buenos Aires, Facultad de Filosofía y Letras, Instituto de Lingüística (Archivos de Lenguas Precolombinas, 4).
  Gerzenstein, Ana (1999): Diccionario etnolingüístico maká-español. Índice español-maká. Buenos Aires: Universidad de Buenos Aires, Facultad de Filosofía y Letras, Instituto de Lingüística (Colección “Nuestra América”. Serie: Archivo de Lenguas Indoamericanas).
  Márquez Miranda, Fernando (1943): Los textos millcayac del P. Luis de Valdivia (con un  vocabulario español = allentiac =  millcayac), Revista del Museo de La Plata, Nva. Serie, 2, Sección de Antropología, 12: 61-223. La Plata: Universidad Nacional de La Plata.
  Najlis, Elena L. (1975): Diccionario selknam. (Lingüística y Filología, vol. 4), Buenos Aires: Univ. del Salvador, Fac. de Historia y Letras, Inst. de Filología y Lingüística.
  Seelwische, José (1979): Diccionario Nivaclé-Castellano. Mariscal Estigarribia: ASCIPM / Filadelfia-Ed. El Gráfico.


Eduardo Ribeiro <kariri at gmail.com> escreveu:            Caro César,
   
  Não sei o quanto isto seria relevante, mas talvez seja interessante mencionar que em línguas do tronco Macro-Jê o ouvido (e não a cabeça, como em português) parece ser o "locus metafórico" para conhecimento/consciência.  Assim, nas famílias Jê e Jabuti, a raiz para "ouvir" (que tem cognatos em ambas as famílias e é, portanto, provavelmente reconstruível para o Proto-Macro-Jê) também tem os significados de "experimentar", "entender", "saber" (Ribeiro & van der Voort 2005).  E, em Karajá, "pensar" e "ouvir" são ambos expressos pelo mesmo verbo (derivado do nome "ouvido"). Ser burro é "não ter orelhas/ouvido"; perder a consciência é "entupir o ouvido/orelha"; esquecer-se é "perecer o ouvido"; lembrar-se é "acordar o ouvido"; e assim por diante (traduções aproximadas). 
   
  Isto parece ter correlatos etnográficos interessantes -- vide, por exemplo, a descrição e interpretação da cerimônia da perfuração das orelhas entre os Canela (família Jê), por Bill Crocker ( http://www.nmnh.si.edu/naa/canela/canela1.htm).
   
  Meu interesse nestas construções é, além de etnolingüístico, histórico-comparativo. Seria interessante saber se algo semelhante ocorre em outras famílias (e, se este é o caso, com que freqüência e qual a sua distribuição geográfica), para ajudar a responder algumas das questões que tenho: 
   
  (1) até que ponto estes "esquemas metafóricos" são estáveis diacronicamente (servindo, assim, de evidência para relacionamento genético)?
   
  (2) até que ponto podem ser emprestados (servindo, assim, como evidência de contato lingüístico, áreas lingüísticas, etc.)?
   
  Agradeço quaisquer exemplos e sugestões.
   
  Abraços,
   
  Eduardo
   
  Referência:
   
  Ribeiro, Eduardo & Hein van der Voort. 2005. The inclusion of the Jabuti language family in the Macro-Jê stock. Trabalho apresentado no Simpósio Internacional sobre Lingüística Histórica na América do Sul, Belém: UFPA & Museu Goeldi. 


  On 8/23/07, César xrmr <cesarschirmer at gmail.com> wrote:             Prezados lingüistas,

Adoro este grupo, onde sou mero espectador. Sou doutorando e professor de filosofia, e estou dando um curso sobre mente, pensamento e liberdade em Descartes. Eu gostaria de indicações bibliográficas para tais termos nas línguas ameríndias, com seus campos semânticos etc. 

O que motiva meu pedido é a experiência feliz de ter aprendido sobre a noção (geral e filosófica) de pessoa após ter lido um texto do Eduardo Viveiros de Castro. O que quero (obviamente) não são esclarecimentos sobre a filosofia de Descartes, mas sim uma visão mais ampla dessas noções. 

Enfim, se meu pedido não for muito extravagante, e vocês puderem me ajudar, fico muito agradecido. 

César







  

                         

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